Uma composição que questiona a lógica sistêmica de ser vista como um projeto, um investimento ou uma extensão do desejo de outra pessoa dá o tom de “Vida Experimental“, novo single pop rock da cantora e compositora Ella Blum, que já está disponível em todas as plataformas digitais e chega com inspirações no universo cinematográfico da ficção científica. Para aprofundar essa narrativa, a canção ganha um videoclipe com estreia marcada para o dia 20 de maio no YouTube da artista.
Na letra, Ella mergulha no conflito entre quem se espera que você seja e quem você realmente é, criando uma conexão imediata com quem se sente pressionado por estruturas familiares ou sociais. Ao explorar essa tensão, a faixa se torna um desabafo sobre a busca pela autenticidade em meio a moldes pré-estabelecidos.
“Busco falar com aqueles que se sentem ou já se sentiram pressionados a ser uma versão de si que não os representa e de alguma forma estiveram presos a essa realidade”, explica. A cantora alerta que a naturalização desse processo faz com que as pessoas abram mão de sua identidade, o que ela define como o bem mais valioso de cada um.
Sobre a composição, ela conta: “Foi a mais rápida e a mais fácil para mim. Tive um questionamento que me gerou algumas felizes horas de composição e no mesmo dia eu já tinha um esboço quase completo dela, com letra e melodia de verso e refrão”, revela. Embora a ideia inicial tenha surgido em inglês, o trabalho em estúdio com seu produtor fluiu de forma orgânica, permitindo que ela versionasse a letra para o português nas sessões seguintes, mantendo o cerne da proposta original.
Sonoramente, “Vida Experimental” reflete o apego da artista à sua estética e às suas referências fundamentais. Inicialmente concebida com uma aura etérea, inspirada por nomes como Evanescence e Florence and The Machine, a música ganhou corpo com a formação de um power trio de guitarra, baixo e bateria. Ella manteve um riff autoral como base, preservando a crueza do rock enquanto a faixa se transformava no estúdio. “Buscamos também alguns elementos eletrônicos que remetessem ao universo da ficção científica, que ficam mais claros no especial e no último refrão. O resultado foi ainda melhor do que eu esperava”, declara.
Videoclipe
O single também ganha um videoclipe dirigido por Bru Fotin e Tomás Fernandes (Notta Produções), expande a narrativa da canção através de uma estética cinematográfica inspirada por clássicos como Rocky Horror Picture Show e produções atuais como Mickey 17 e A Substância. Atriz de formação, Ella buscou trazer sua experiência cênica para o material, que apresenta uma narrativa bem delineada, funcionando como um curta-metragem. “Desde o início eu sabia que queria muito que existissem duas personagens nessa história: o controle e a experiência. Tinha idealizado uma cientista para não se levar a sério, com uma aparência mais extravagante”, revela a artista sobre o universo lúdico e denso criado para o vídeo.
A produção contou com uma equipe de confiança e processos criativos integrados, incluindo a maquiagem artística deIngrid Hackbarth, responsável por dar vida às feridas da personagem “Experiência”. Ella também contou com o coreógrafo Kaue Cunha, cuja direção de movimento foi fundamental para a performance artística nas telas e nas fotos de divulgação. Para ela, o resultado é um material coeso que potencializa a mensagem da letra: “O título da faixa não deixa de ser meio autoexplicativo, mas o clipe acrescenta muito à ideia de vida experimental e traz outra experiência e percepções a quem também assistir”.
A cantora celebra o lançamento de “Vida Experimental” como um marco de amadurecimento e conexão. “Estou muito feliz com o resultado e por finalmente poder dividir com os ouvintes mais um pouco do que sinto individualmente, mas que entendo como universal”, compartilha a artista. “Amo me sentir ouvida pelas emoções dos artistas que acompanho e sempre espero poder fazer o mesmo com o que tenho a dizer”, completa.
“Vida Experimental” carrega um peso simbólico em sua trajetória ao encerrar um ciclo de três canções em português iniciado no ano passado. Após uma sequência de trabalhos em inglês, a composição reafirma sua identidade no idioma nativo e consolida sua evolução artística. “É uma conquista muito grande para mim, já que antes era um desafio e hoje posso ver um trabalho que acredito e me representa de uma forma muito bonita”, finaliza Ella.

