Depois de apresentar diferentes capítulos de sua identidade autoral, UNNA X encerra a sequência de prévias do primeiro álbum com “juro”. O single acaba de chegar às plataformas digitais e antecede “era eu que me faltava”, projeto de dez faixas que se encontra nos ajustes finais.
Produzida por Los Brasileros e Gondim, a música combina dance, pop e música eletrônica. A composição, assinada por UNNA ao lado de Chum e Fraga, parte do conceito de manifestação para falar sobre confiança, intenção e construção do próprio futuro.
“Quando você escreve um sonho, canta sobre ele ou fala dele com convicção, está dando um passo para torná-lo real”, explica a cantora.
Em vez de abordar seus desejos como possibilidades distantes, UNNA canta sobre aquilo que pretende viver com a convicção de quem já começou a agir para realizar esses objetivos.
Manifestação sem passividade
“juro” utiliza uma ideia bastante presente na cultura pop contemporânea, mas evita reduzir a manifestação ao pensamento positivo. Para a artista, visualizar uma conquista só produz mudanças quando é acompanhado por movimento, decisões e responsabilidade.
“É sobre confiar em si mesmo antes que qualquer outra pessoa confie. A música fala daquilo que eu ainda quero viver, mas com a certeza de quem decidiu trabalhar para construir esse caminho”, afirma.
A produção acompanha essa transformação. As batidas eletrônicas levam a reflexão para a pista de dança, enquanto a interpretação alterna desejo, segurança e euforia.
A escolha reforça a direção musical que UNNA pretende consolidar em seu primeiro álbum. Dance e música eletrônica aparecem não apenas como gêneros, mas como ferramentas para transformar experiências pessoais em canções expansivas.
Um álbum sobre reencontro
Com dez músicas, “era eu que me faltava” acompanha um processo de autoconhecimento, autonomia e reconstrução. O título surgiu quando UNNA percebeu que a principal presença ausente em sua própria história era ela mesma.
Ao longo do repertório, a cantora reorganiza relações, desejos e expectativas a partir desse reencontro. “juro” encerra as prévias direcionando a narrativa para o futuro: depois de reconhecer quem é, a artista afirma quem pretende se tornar.
O disco também será desdobrado em um show imersivo inspirado no chamado “universo azul” de UNNA. O conceito pretende integrar música, figurinos, cenografia e elementos audiovisuais em uma experiência capaz de ampliar a narrativa das faixas.
Depois do “Estrela da Casa”
O lançamento sucede a participação de UNNA na primeira edição do “Estrela da Casa”, da TV Globo. Representante do pop eletrônico no reality, a cantora chegou à final e conquistou a terceira colocação.
A exposição nacional ampliou seu público, mas “juro” reposiciona o foco sobre a obra autoral. Com o ciclo de singles concluído, a artista se prepara para apresentar um projeto que deverá definir com maior precisão sua identidade artística.
Antes do programa, UNNA já havia se apresentado no Brazilian Day, passado pelo festival SXSW e aberto shows do rapper Hungria.
A cantora também trabalhou com profissionais como Mark Needham, conhecido por projetos com The Killers e Fleetwood Mac; John Young; e o produtor Vinny Venditto.
Cantando e compondo em português, inglês e espanhol, UNNA reuniu experiências de diferentes mercados antes de concentrar sua nova fase no pop eletrônico produzido no Brasil.
Em “juro”, ela encerra a estratégia de apresentação gradual do álbum com uma declaração sobre ambição e confiança. Mais do que prometer aquilo que fará no futuro, UNNA X transforma a própria música no primeiro passo para realizar seus planos.

