TAMY lança releitura contemporânea de canção de Roberto Carlos: “Com Muito Amor e Carinho”
Foto: Melina Furlan

TAMY lança releitura contemporânea de canção de Roberto Carlos: “Com Muito Amor e Carinho”

Mais do que regravar uma canção, a cantora capixaba TAMY escolheu atravessar a memória de Roberto Carlos pelo caminho da origem. A cantora lançou recentemente o single “Com Muito Amor e Carinho”, uma releitura contemporânea da canção eternizada por Roberto Carlos e primeira amostra do EP “TAMY canta Roberto”, em que presta homenagem à obra do artista. Os arranjos são de Giuliano Eriston, que também assina a produção musical ao lado de TAMY. 

O lançamento ainda antecede a apresentação de um show, somente com canções do rei, marcado para a véspera do dia em que ele completa 85 anos: 18 de abril, às 20h, no Dolores Club, RJ. E as fotos de divulgação do projeto foram feitas na casa onde Roberto Carlos nasceu, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo.

Mais do que uma reverência a um dos maiores nomes da música brasileira, o projeto nasce de uma relação afetiva, estética e simbólica. Também capixaba, TAMY vê em Roberto Carlos uma referência não apenas artística, mas de pertencimento, e decidiu revisitar sua obra a partir de uma linguagem própria.

Eu senti um chamado pra cantar Roberto Carlos quando comecei a perceber que gerações mais novas com quem eu convivo muito, simplesmente não curtem Roberto. Não reconhecem a sua obra. Isso me impactou, porque ele é um artista fascinante. Como cantor, compositor e, principalmente, como alguém que abriu caminhos. Roberto foi o primeiro a escalar de verdade o mercado da música brasileira e levá-la para o exterior. Muito antes de qualquer movimento recente, ele já lançava discos em espanhol. Por isso, a América Latina inteira conhece e respeita sua obra”, afirma a cantora, que já morou no Uruguai.

A escolha de “Com Muito Amor e Carinho” – gravada por Roberto Carlos em 1968, no álbum “San Remo”, e composta por Chile Deberto e Eduardo Araújo – veio da força da música e da possibilidade de recriá-la sob uma nova perspectiva. Na versão de TAMY, com arranjo assinado por Giuliano Eriston, há uma combinação ousada de suingue, inventividade e sofisticação:

Primeiro, eu escolhi essa música porque ela é incrível. Ela tem uma força, uma coisa que atravessa o tempo. O próprio Luís Melodia já tinha gravado nos anos 90, o que só reforça o seu tamanho. Segundo, porque o arranjo do Giuliano Eriston ficou simplesmente sedutor, surpreendente, totalmente diferente de tudo que já foi feito para essa música. A gente quis dar uma cara de hoje para ela”, conta.

Foto: Melina Furlan

Na construção da nova versão, TAMY partiu de uma provocação rítmica e sugeriu levar a música para uma sonoridade no estilo pagodão baiano. “Só que tem muita música dentro da cabeça do Eriston. Começaram a surgir contrapontos melódicos, coros, solos, uma riqueza de ideias. Foi aí que eu apelidei a nossa versão de ‘pagodão barroco’”, brinca.

Cantora clicou as fotos do projeto na casa onde Roberto Carlos nasceu

Como cenário das fotos de divulgação do projeto, TAMY foi até Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, cidade natal de Roberto Carlos, e realizou as fotos na casa onde o cantor nasceu e cresceu, hoje transformada em museu. A experiência, segundo ela, atravessou a dimensão artística e alcançou um lugar íntimo e emocional.

Foi muito especial. A gente enfrentou uma viagem longa de carro até Cachoeiro de Itapemirim. Fui eu, a fotógrafa Melina Furlan e a nossa assistente e motorista, minha irmã Tarsia Duarte. Eu não sabia o que esperar. Nunca tinha ido até essa casa, que hoje é um museu. E quando chegamos, nos deparamos com uma casinha pequena, muito charmosa, construída nos anos 30”, relembra.

A foto da capa foi feita nos fundos da casa, e algumas opções também foram clicadas no seu interior, entre objetos da época, como o tanque de cimento que aparece na capa.

“Eu fiz fotos no quarto onde ele nasceu, em 1941. Foi ali que a parteira trouxe o Roberto pra vida. Um quarto pequeno, chão de tábua corrida, um janelão com vista pro jardim. Hoje, a casa guarda muitas memórias da vida dele. Ter ido até lá foi uma experiência muito forte, simbólica e especial”, conclui.

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