<strong>Mayara Mariotto celebra impacto social e sucesso de público na estreia de “Pietà – Um Fractal de Memórias”</strong>
Créditos: Ronaldo Gutierrez

Mayara Mariotto celebra impacto social e sucesso de público na estreia de “Pietà – Um Fractal de Memórias”

Após uma estreia marcante na SP Escola de Teatro, unidade da Praça Roosevelt, a atriz Mayara Mariotto comemora o sucesso das primeiras apresentações de “Pietà – Um Fractal de Memórias“. O espetáculo, que mergulha nas memórias e nos traumas do protagonista Pedro (Dan Rosseto), tem atraído um público que busca não apenas entretenimento, mas identificação com temas urgentes como saúde mental e relações familiares.

Para Mayara, o momento de abrir as cortinas foi inesquecível. “A estreia foi vibrante, com casa cheia, um público amoroso e um frio na barriga incomparável! Acredito que não há nada para um artista do que ver aquilo que trabalhou por tanto tempo nascer, e nesse caso, renascer”, afirma a atriz, que também assina a produção associada através da Girassol em Cena.

Interpretando Carol, o contraponto solar da trama, Mayara revela que a ansiedade do palco é universal. “Enquanto eu aguardava minha cena, sentadinha no canto do palco, enquanto o Dan atuava, eu tive um momento de ‘esqueci todas as minhas falas!’ (risos). Acho que não existe, no mundo, um ator que não passe por isso antes de entrar em cena”, conta com bom humor.

A personagem traz uma mudança de tom necessária ao drama. “A sensação de entrar como Carol é sempre grandiosa, pois entro em meio a um momento no qual o Pedro está falando para a terapeuta sobre o término, e está chateado, aí eu entro para fazermos a memória dele, que é uma memória que começa com muita alegria, então tenho que chegar com a energia lá em cima, toda animada e dançando. Eu amo a Carol e o contraste que ela traz aos outros personagens”.

A arte como transformação real

O que mais tem impactado o elenco são os feedbacks recebidos no “foyer” do teatro. Mayara relata que muitas pessoas se sentem seguras para compartilhar dores profundas após a sessão. Um caso específico chamou a atenção da equipe: uma pessoa que, após assistir à primeira temporada ainda em depressão, buscou ajuda médica e retornou agora, em tratamento, para prestigiar a nova montagem.

“Pra mim, esse é o papel da arte: não é sobre estar no palco em si, mas sobre tocar a alma daqueles que nos assistem e, mesmo que nunca consigamos mudar o mundo em si fazendo arte, que pelo menos consigamos mudar o mundo de alguém, pois mudando, nem que seja um pouquinho, o mundo particular de cada um que ali estiver nos assistindo, já estaremos contribuindo com a humanidade e com a comunidade de alguma forma”, finaliza Mayara.

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